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252 respostas neste tópico

#1 Haber
Postado 05 agosto 2010 - 01:22

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Localização: Macuco - RJ Interesses:Conhecer o Brasil! Gênero: Masculino

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Fiction Original
Título: Between
Classificação: R (M)
Gênero: Ação, Aventura, Religioso e Violência
Tipo: Multi-Chapter


Between


Capítulo introdutório


Em algum lugar sombrio e ao mesmo tempo iluminado - como se tivesse sido minuciosamente divido ao meio - duas vozes estrondosas trocavam palavras enquanto 21 vultos, sendo 11 do lado sombrio e 10 do lado iluminado, trocavam olhares soberbos e furiosos.
Uma voz impetuosa dizia:
- Há de chegar o tempo que arrependerás de teres levantado contra mim e meu exército!
Em resposta, uma voz calma e marota revidava:
- Tenho certeza de meu destino, apenas quero mais e mais seguidores até onde estou...
- Não sejas tolo, sabes bem o que posso fazer-te, queres mesmo continuar com isso?
- Isso já não é mais pessoal, meu caro Deus.
- E desde quando foi, Lúcifer?


Between


Capítulo 1 - Receita de como se odiar alguém


Porstmouth, Inglaterra, 18 de fevereiro de 1998...
O sinal de término do intervalo das aulas soa na Academia Municipal de Ensino, Evan levanta-se do banco onde estava lendo tranquilamente e dirige-se para sala. Antes que chegue ao seu objetivo, é cercado por um grupo de 4 brutamontes, liderado por Daniel.
- Onde a porquinha vai? - Vocifera Daniel, com tom de deboche nas palavras e um riso esculhambado no rosto.
- Para onde sempre vou. - responde cabisbaixo.
- Hahaha, ele não vai sem a surpresinha de hoje! - Enquanto diz isso, Daniel gesticula algumas coisas entre os seus capachos que são incompreesíveis para Evan.
E começa a humilhação, roubam o livro de Evan e o rasgam em vários pedaços, o empurram na parede, dão tapas em sua cabeça e o tempo todo gritam:
- PIGFACE! PIGFACE! - apelido dado a Evan ainda quando tinha 6 anos e que perdura até hoje, com seus 17 anos.
Evan já não se incomoda, estava acostumado a tudo isso, apesar de toda raiva e ódio que sentia. Ele se recompõe, após a diversão do seus "colegas" de classe, entra na sala e continua seu dia, como se nada tivesse acontecido.


São 17h, horário de saída da Academia, Evan pega suas coisas, cabisbaixo como de rotina e segue em direção a sua casa, ao sair do pelo portão, depara-se com Charlie, sua amiga de infância:
- Tudo bem, Evan?
- O de sempre... - e levanta a cabeça, ajeitando os óculos.
- Não tem como fazê-los parar?
- Como? Já fiz de tudo, mas são as pessoas que têm dinheiro e poder, são filhos de ricos ou políticos... Tem todo o poder dentro desta escola! E eu? Sou o que? - desabafa Evan, gesticulando de forma firme e agressiva.
- Entendo como é difícil, realmente não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas. Eu tinha algo para falar a você... - Antes que pudesse explica algo, Daniel e mais 5 garotos entram no caminho do casal de amigos.
- É melhor você sair de perto, Charlie, não queremos envolver uma ninfetinha em nossas brincadeiras com a porquinha ai - grita Daniel, logo após avistar os dois.
- Evan, corre daqui. - sussurra Charlie.
- Correr pra quê? Amanhã eles fazem o que não fizeram hoje. É inevitável. - responde Evan, como se a vida dele se resumisse a isso.
Mais uma vez, Evan é humilhado em público, enquanto Charlie gritava para que os garotos parassem com aquela covardia. De nada adiantava e cada vez eles exageravam mais, dessa vez conseguiram deixar os óculos de Evan quebrados e um corte em seu rosto que escorria sangue.
- Eu faria qualquer coisa para ter como revidar isso, para matar um por um, da pior maneira possível! Eu faria um pacto com o próprio diabo para conseguir isso! - gritava socando a parede, agachado e quase chorando de raiva e ódio.
- Não fale essas coisas, um dia eles terão o que merecem. - o abraça Charlie, tentando acalmá-lo.

Em algum lugar distante dali, um homem de meia idade - trajando um terno preto e uma gravata vermelha, com um broche de carneiro dourado nela - ouve essas palavras de Evan e sorri. Sorri de uma maneira assustadora e silenciosa, como se deliciasse uma vitória gloriosa.



Próximo capítulo, dia 6 às 0h.


Comentem e critiquem a vontade.

#2 Haber
Postado 06 agosto 2010 - 00:41

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Capítulo 2 - Do ódio ao amor, do amor ao ódio



Evan chega em casa, corre para o banheiro e trata de seu ferimento. Ele mora apenas com seu pai, Philip. Sua mãe abandonou
Philip para viver alguma aventura amorosa homossexual ainda quando estava grávida e depois voltou apenas para entregar Evan a
seu pai. Sua casa fica vazia a maior parte do dia.
Philip dizia que Evan tinha quase tudo de sua mãe, olhos, cabelos, formato do rosto...

Seu projeto de família era triste.
Seu pai era legal e atencioso, mas nunca se recuperou do golpe de sua mãe. Vivia sozinho e às vezes era encontrado chorando
pelas noites.
Tinham uma condição financeira normal, conseguiam se manter sem problemas, mas não podiam comprar de tudo.

Evan termina de cuidar do ferimento e olha-se no espelho. Olha para seus olhos verdes e seus cabelos negros, para o formato
meio quadrado de seu rosto e para cada detalhe e espinha existentes nele.
Começa a chorar.
- O que há de diferente em mim?! - grita ele, enquanto soca a parede ao lado do espelho.
Quando olha novamente para o espelho, vê por alguns segundos, a imagem de um homem de meia idade sorrindo para ele no espelho.
Assustado com sua visão, Evan afasta-se do espelho, cambaleante e quase cai em cima do vaso. Ao perceber que a imagem
desaparecera ele esfrega seus olhos, dá um leve tapa na cabeça como se estivesse maluco e fica pensando em como aquilo
aconteceu. Evan se recompõe. Analisa a integridade do espelho, passando as mãos por ele com um olhar de detetive, mas nada
encontra de diferente. Por fim desiste.
Após perder mais algum tempo, desconfiando do espelho, Evan entra no banho e acha que foi só sua imaginação.

- Queria ter terminado aquele livro... Agora terei que comprar outro e ler só em casa, mas que saco! Que inferno de vida! -
reclamava Evan, enquanto se secava. Ele enrola-se na toalha e vai em direção a porta do banheiro, quando lança um olhar de
relance para o espelho, lá está a mesma imagem.
Dessa vez Evan age com mais calma e simplesmente ignora, achando que fosse só o efeito de alguma pancada que sofrera durante
o dia. Quando apaga a luz do banheiro, já do lado de fora deste, ouve uma voz firme, vinda de dentro do mesmo.
- Você pode, é só saber como me encontrar.
O rapaz acende instantâneamente a luz e olha fixamente para o espelho, sem ver novamente o mesmo homem.
Evan fica quase uma hora esperando que o mesmo homem volte ao espelho, e nada.
Após chegar a conclusão que estava ficando pirado, ele resolve esquecer aquilo por hora.
- Devem estar me perseguindo até em casa agora, devo estar ficando pirado... - diz Evan a si mesmo.
Ele vai para o seu quarto, coloca seu pijama. Fica pensando em alguém que nunca havia passado por sua cabeça antes de
dormir... Charlie. Ele adormece após alguns minutos de reflexões.


- O que estou sentindo? É algo bom! É algo que me dá liberdade e... PODER! Eu sei que posso! -
- PIGFACE, PIGFACE! -
- Oras, sou Evan, não podem comigo! Hahaha! Vejam o sangue de vocês escorrendo de suas entranhas! -

...

- Mas onde estou? Como estou? Como fiz isso? - indaga Evan.
- Como acha? Você pode, Evan, só tem que me encontrar, estou onde você menos espera. - responde o mesmo homem do espelho.


Evan acorda suado e assustado.
- Aquele homem estava no meu sonho! Mas que loucura é essa?! - fala consigo mesmo.
Evan fica na cama durante um tempo, até voltar a si mesmo e esquecer um pouco a visão que teve durante o sonho.
- Parecia real... - repetia, enquanto levantava-se e preparava-se para tomar seu banho.
Ainda refletindo sobre as visões do dia anterior e sobre seu sonho bizarro, Evan termina de se arrumar e desce para falar com
seu pai. Conversam sobre assuntos rotineiros enquanto tomam café.
Quando termina, Evan se despede de seu pai e vai para a Academia.

A duas quadras de seu destino, encontra-se com Charlie e conta a ela sobre as visões e sobre o sonho.
- Isso que dá ficar falando que venderia a alma ao diabo, vai que ele escuta? - diz Charlie, assustada, mas tentando fazer
com que fosse algo engraçado.
- Nada a ver, Charlie... Nada a ver... - Responde Evan.
Após um momento de silêncio de ambas as partes, Charlie comenta algo oposto ao assunto anterior.
- Mudando de assunto, amanhã é sexta, dia 20! Lembra que dia é amanhã?! - Charlie diz empolgada e feliz.
- Claro, seu aniversário! Sua festa de 18 anos, que você tanto espera! - Evan diz sorrindo para a amiga, que retribui o
sorriso... Naquele momento ele sente algo pulsando em seu peito, olha sério para Charlie e diz:
- Nossa, acho que te amo! Me deu uma coisa no meu peito quando vi esse sorriso seu! - seu rosto muda de sério, para meio
risonho após dizer isso.
- E-E-van, que ideia é essa?! Tá de brincadeira comigo né? - Charlie responde rindo.
- Talvez sim, talvez não, Charlie... - diz pensativo, olhando para o nada.
- Às vezes você me assusta, garoto. - responde Charlie e começa a rir novamente, mas uma risada diferente.
Eles chegam à Academia e vão para suas salas.
A sala de Charlie é a primeira do Bloco B e a de Evan é a quarta do bloco C. A diferença era porque Charlie ainda
cursava o segundo ano e Evan já estava no terceiro. O Bloco A, obviamente, é destinado a estudantes do primeiro ano.
O dia segue como um outro qualquer, o que só aumenta ainda mais o ódio de Evan.


- O que mais ele pode esperar de uma vida assim? - questiona uma sombra distorcida. Possivelmente o dono da sombra possuía várias asas, pelo tamanho e movimento de sua silhueta com o vento.
- Espere, isso tudo faz parte do plano, meu caro companheiro. - responde o homem, o mesmo que aparece nas visões de Evan. Rindo e segurando uma espécie de cigarro, mas que cheirava a enxofre.


Quote

Nota: Vocês vão achar a "declaração" de Evan meio... Maluca, sem lógica e sem sentimento. Mas é essa a sensação que quis passar, da rispidez e impulsividade por parte dele.

Espero por comentários e críticas.

Próximo capítulo, possivelmente ainda hoje, após às 13h ou após às 23h.


Editado por lucashaber, 23 agosto 2010 - 03:02 .


#3 Haber
Postado 07 agosto 2010 - 02:28

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Capítulo 3 - Atendendo ao chamado de desespero



Sexta-feira chega e não teria aula por causa de um feriado local. A cidade foi habitada em outros tempos por um povo nórdico que havia deixado um pouco de sua cultura na vida de seus atuais habitantes.
Evan aproveita o feriado para descansar um pouco em casa junto ao seu pai. Philip o ajuda a embrulhar o presente de Charlie, um perfume e um cartão com algumas palavras que o próprio Evan escreveu.
O dia todo passa enquanto ele conta os minutos para chegar o momento de ir à casa de Charlie.

São 20h. Evan se despede de seu pai. Está ansioso, havia comprado uma roupa especialmente para aquela ocasião e sai de casa em direção à festa. Trajava um terno preto com uma gravata cinza e levava em uma espécie de sacola de papel o presente e o cartão. A casa de Charlie ficava em um bairro próximo à casa de Evan, só que tinha um percurso composto por muitas ruas quase sempre desertas a essa hora. Pelo fato da proximidade, Evan vai caminhando.
Percebe que não foi uma boa ideia ir a pé. A maior parte das ruas estava mal iluminada e o tom sombrio que as árvores no final do inverno geravam era realmente medonho.
Fazia frio, estava quase nevando. Quando a duas quadras da casa de Charlie, próximo a um pequeno morro de asfalto, ele avista o mesmo grupo, liderado por Daniel.
Preocupado, Evan aperta o passo e segue firme em sua caminhada. O grupo estava encostado em um muro de chapisco bebendo, fumando e gritando palavrões a Deus e o mundo.
Não havia outro caminho, teria que passar por ali. Mesmo passando do outro lado da rua, Evan é abordado pelos rapazes, que dão início a mais uma de suas séries de humilhação.
- Olha só, a porquinha tá arrumada! Vai a algum lugar em especial? - Daniel chega, escandaloso.
- A um lugar que não é de seu interesse, obviamente. - responde seco Evan.
- Pensa que não sabemos da festinha de sua amiguinha? A gostosinha da Charlie? - retruca um dos cinco rapazes atrás de Daniel.
- Aaah, então ele tá todo pomposo assim para a amiguinha dele. Deixa eu dar uma olhada no seu presente! - enquanto diz isso, Daniel toma a sacola de Evan leva até seus colegas e olham o conteúdo.
- Aqui! Aqui! Vejam,hahaha - E todos começam a gargalhar, apontando para o cartão que Evan havia posto junto ao presente.
O mundo passa pela cabeça de Evan enquanto eles tentam abrir o cartão lacrado. Raiva, ódio, vontade de matar, vontade de gritar, medo, insegurança. Seu rosto começa a ficar vermelho em um misto de raiva e vergonha. Ele começa a rever cenas em sua cabeça e se desliga da realidade. Quando se dá conta, eles estão às gargalhadas lendo o cartão que Evan escrevera.
- Hahaha! Não achei que o porquinho gostasse de garotas. É ridículo isso, ouçam só, ouçam só... "Charlie, eu acho que te amo"! - Daniel imitava um ator de novelas e continuavam rindo entre si. Chegaram ao ponto de encenar o ato da entrega do presente.
Irritado com toda a humilhação, Evan repete em sua mente.
- Eu venderia minha alma ao diabo!


As luzes piscam.
Quando acendem de novo, tudo está paralisado, como se o tempo tivesse sido congelado e só Evan continuava livre dessa regra. Ainda pasmo de como os garotos estavam congelado a menos de 2 metros dele, nas posições que ocupavam milésimos de segundos antes das luzes apagarem. Como se fosse um trovão, Evan ouve a voz de um homem dizer:
- Evan, Evan, Evan, eu disse que saberia como me encontrar. - sorri para Evan, um homem de meia idade trajando um terno preto e uma gravata vermelha.
- Você é o cara que eu vi no espelho! Co-como você está aqui? Você existe? Não pera, pera, eu estou maluco! - responde Evan, confuso ao reconhecer a figura diante de si.
- Evan, vamos direto ao assunto. Eu sou Lúcifer, ou diabo, ou demônio, ou capiroto, ou o coisa-ruim, ou como quer que você queira se dirigir a minha pessoa. Ouvi você há alguns dias dizer que faria um acordo comigo e vejo que realmente necessita de um pouco de poder? Não acha? - diz o homem se aproximando calmamente de Evan, em passos calculados.
- Então você está dizendo que é o diabo? E que veio buscar minha alma, se eu quiser? - questiona Evan.
- Sim, sou eu mesmo, vamos ser diretos e sem delongas. Você não precisa fazer nenhuma barganha comigo sem antes saber o que estará comprando, certo? - explica o homem.
- Bem, creio que seja um direito do consumidor né? - Evan tenta dar uma risada sem graça, para diminuir a tensão.
- Olhe bem e me diga, o que precisa agora para se safar dessa situação? Eu lhe dou como amostra grátis do que posso lhe proporcionar, caso aceite um contrato fixo comigo. - diz o homem, cada vez mais próximo de Evan.
- Acho que eu preciso de uma ajudinha aqui... Acho que algo cortante seria bem útil agora. - Evan pede mais seguro de si.
- Assim seja feita a sua vontade, lhe darei uma katana e uma velocidade sobre-humana para se livrar dessas pestes que lhe perturbam há anos. Será seu "test drive". - responde o homem, com um sorriso que parecia deliciar-se com a situação.






Comente e critiquem a vontade. Por favor, preciso de opiniões a respeito. Ç_Ç

Próximo capítulo, sem dia definido, mas antes de segunda-feira.


Editado por lucashaber, 07 agosto 2010 - 02:28 .


#4 Haber
Postado 10 agosto 2010 - 00:38

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Capítulo 4 - 3 segundos.




As luzes voltam a piscar.
Quando acendem novamente, tudo está normal. O homem havia sumido, mas Evan agora tinha uma katana em mãos e se sentia tão leve quanto uma pena.
Com toda a raiva que sentiu durante todos esses anos, parte para cima de Daniel, que nem o vê se aproximando. Evan desfere um golpe na altura do cotovelo de Daniel. É o suficiente para decepar o antebraço da vítima e fazer com que todos em volta ficassem sujos de sangue. Antes mesmo que a primeira vítima sentisse a dor, Evan estava já atrás do mais afastado do grupo, onde desfere um golpe na altura da canela, cortando ambas as tíbias e as fíbulas da vítima. Antes que este atingisse o chão, sem seus pés, Evan chega até sua terceira vítima, a que segurava seu cartão. Ele toma o cartão da vítima e faz um corte que começou do lado direito bacia até o ombro esquerdo da vítima. Quando se dão conta do que estava acontecendo, Daniel estava sem seu antebraço direito e mais dois estavam caindo no chão, vertendo rios de sangue na rua deserta. Os outros três só tiveram tempo de ensaiarem um grito, antes que fossem mutilados junto a seus companheiros.
Tudo isso não levou mais que 3 segundos para um humano normal, mas para Evan, levara quase 3 minutos.


Assim que termina os seus movimentos, Evan se sente livre, mais leve, com vontade de fazer aquilo com todos que voltassem a implicar com ele na escola. Não, não só na escola, como na vida! Evan desejou ter aquilo até morrer. Sentiu-se bem com aquele poder em suas mãos, mesmo que isso valesse sua alma.
- Parabéns, você foi impressionante - diz enquanto bate palmas o diabo. - Nunca vi alguém mutilar pessoas com tanta determinação assim na minha vida, e olha que gosto de ver guerras! - sorri para Evan.
- Com esse poder magnífico, é realmente fácil fazer isso! - responde Evan aos aplausos.
- Veja bem, acho que você, por hora, não precisa mais deste poder. Retirá-lo-ei agora, mas darei a você um consolo. Já que você não pode enxergar direito, vamos deixá-lo sem óculos. Isso! Não precisará mais deles, entenda como um agrado meu pelo seu serviço eficiente. Acho que você precisará de roupas novas também não é? - explica o diabo.
- Me dará uma visão normal como brinde? - pergunta, impressionado, Evan.
- Sim, sim, e roupas novas também. - e bate as palmas. Evan nem percebe, mas já estava com roupas limpas, o presente e o cartão em seus devidos lugares e um cheiro meio azedo, mas pouco perceptível de enxofre.
O diabo chega perto de Evan, encosta a mão nos óculos remendados e junto com estes, puxa uma sombra meio disforme que deixa Evan meio tonto e cego. Quando toda a vertigem passa, Evan se dá conta que está enxergando perfeitamente sem os óculos.
- Bem, hora de ir. Caso queira um serviço completo, me procure em uma dessas esquinas, depois das 0h, por favor. Foi bom conversar com você. - se despede com um sorriso maquiavélico no rosto e some nas sombras daquela rua.

Evan recobra a consciência do que tinha feito. Olha ao redor e um cheiro horrível de sangue, escorria litros de onde estavam entulhados os rapazes mutilados. Ele mantem a calma diante da situação, sorri de maneira maléfica e dá as costas para a cena. Volta ao seu objetivo anterior, que era chegar à festa, quando percebe que acabaria chegando atrasado.


Critiquem e comentem a vontade.

Próximo capítulo, terça após as 23h.



#5 *_.Kaoro*
Postado 10 agosto 2010 - 12:59

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Li os dois primeiros capítulos, estou com pouca vontade de ler agora, mas gostei do que li, não tem erros de português, WORD AE MANO!

Gostei do tema e to loco pra ver o resto, mas, sem vontade de ler .-.

Poste o capítulo 5 logo

#6 Haber
Postado 11 agosto 2010 - 02:33

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Capítulo 5 - Dialogando com estranhos


Ao longe, Evan vê a movimentação em frente à bela casa de Charlie que, comparada à sua, mais parece uma mansão. Possui dois andares e aparenta ter inúmeros quartos, suítes entre outros. Pintada em um tom de laranja claro, dá uma visão suave ao ambiente.
Em frente à casa estão estacionados muitos carros, o que diz que a festa começou e que Evan está atrasado.
Ele apressa seus passos até estar diante da porta. Ao entrar, logo procura por Charlie, mas seria difícil encontrá-la a essa altura, ainda mais com todos aqueles convidados.
Mal conhece grande parte das pessoas ali dentro. Algumas o encaram com desconfiança e outras até com desaprovação. Evan se sente perdido no ambiente. Está segurando uma taça de champanhe quando é puxado por alguém. Ao ver melhor, é um homem alto e bem vestido. Passou pela cabeça de Evan ser um dos seguranças da festa que veio expulsá-lo. Mas após saírem do aglomerado de pessoas na festa, o homem se apresenta.
- Sou Larry Cancis. Desculpe a maneira grossa com a qual agi, mas fazia-se necessário. - disse o homem.
- Evan Saggem, é um prazer conhece-lo, mas me assustou muito fazendo isso! Queria me matar de susto? Seria interessante uma boa explicação... Achei que fosse um segurança querendo me expul... – Evan começa a reclamar e é interrompido.
- Então já conheceu meu tio Larry? – diz Charlie, achando os dois conversando em uma das varandas da casa.
- Então este é seu amigo Evan? Bem, eu queria tratar de um assunto em particular com ele. Se puder nos dar uns minutinhos, minha querida sobrinha. – Larry disse de maneira calma e misteriosa.
- Mas... Eu te... – mais uma vez Evan é interrompido, sem conseguir expressar sua opinião a respeito do que estava acontecendo.
- Bem, Evan, vou deixá-lo com meu tio. – diz Charlie a Evan - Vê se não demora a resolver as coisas com ele, tio Larry. – Charlie impõe ao seu tio.
- Tudo bem, garota. Serei breve. – Larry explica.
Após esperarem Charlie sair da varanda e confirmarem que a mesma desceu as escadas, Larry muda seu rosto para um tom sério e encara Evan nos olhos.
- Vejo que se encontrou com aquele homem. Ou deveria dizer, foi encontrado por aquele homem? – indaga Larry.
- Que homem? Do que está falando? Acabamos de nos conhecer e você me vem com uma maluquice dessas! – responde Evan, indignado.
- Sem frescuras, meu caro Evan Saggem. Sabe muito bem do que estou falando e não se faça de tolo. – diz de maneira assustadora, olhando fixamente para os olhos de Evan.
O silêncio paira no local.
Como ele sabe? Eu nunca vi esse cara na minha vida e ele já sabe o que eu comi no almoço!
O que devo responder? Não posso sair falando por ai que simplesmente encontrei o Diabo e troquei umas ideias com ele.

Notando que Evan não responderia, Larry pigarreia e continua a dizer.
- Bem, já que não vai tomar a iniciativa, eu o farei. – diz Larry, tirando uma corrente dourada do bolso do terno.
Na sua ponta, havia um caranguejo dourado e reluzente.
Evan lembra-se de já ter visto algo parecido em algum momento de sua vida, mas não se lembra onde. Percebe que o caranguejo estava virado de cabeça para baixo, como se tivesse sido amarrado pelos pés.
- Este é o colar que recebi ao fechar um contrato com aquele homem, se é que me entende. – diz entre os dentes, sorrindo de maneira bizarra, ainda mantendo o foco de seus olhos nos de Evan.
Cansado de ficar com medo de falar algo, Evan resolve explanar tudo por vez e com isso conseguir melhores informações. Afinal, o cara tinha um pacto com o diabo, é um “consumidor”. Nada melhor que uma opinião, antes de adquirir o “produto”.
- Então você está dizendo que ganhou só um colar por ter feito pacto com ele? – indaga, desconfiado, Evan.
- Obviamente que não. - Larry aponta para um dos carros na rua estacionados.
- É uma McLaren, conversível. Custa em torno de 300 mil libras. – explica Larry.
- Impressionante, mas... Ele me ofereceu alguns tipos de... Poderes. E você? Ganhou algum? – Evan pergunta quase sussurrando.
- Eu não pedi nenhum tipo de poder, se quer saber. Só tive que aceitar usar esse colar. Ele me deu outro tipo de poder... - riu para Evan, apontando algumas notas em seu bolso.
- Entendo. Então o tio da Charlie é... Opa, pera ai! Se você não tem poder algum... – e é interrompido mais uma vez.
- Imaginei que perguntaria isso. Ele nos conta quando tem alguém querendo entrar na “empresa”. Sabemos de cada um que vende a alma e até mesmo de quem ele só conversou, como é o seu caso. – Explica Larry, apreciando seu carro e alisando seu caranguejo dourado. – É algo interessante, Evan. Você pode se tornar meu sócio nas minhas empresas. Poderia ter um futuro próspero e esquecer essa vida medíocre aqui em Porstmouth. Aceite esse contrato e vamos para Londres. Lá as pessoas pensam “grande”. É outro mundo! – diz Larry de maneira cativante.
- É algo que não vou precisar mais, Larry. Obrigado por me oferecer uma vaga em sua empresa. Mas eu acho que não precisarei fazer contrato algum. – responde Evan, seguro de si.
- Bem, se assim acha isso, que Deus te proteja. – Dando leves tapinhas no ombro direito de Evan. – Acho que temos que retornar à festa. Foi uma boa conversa. Caso mude de opinião, sabe como encontrá-lo. Ele levará você até mim. Uma boa noite e... Aproveite a festa. – Dito isso, Larry se retira da varanda, deixando Evan sozinho com seus pensamentos agora muito mais bagunçados com toda essa história.


Comentem e critiquem a vontade!

Próximo Capítulo, quarta após as 23h.


Editado por lucashaber, 12 agosto 2010 - 00:08 .


#7 Haber
Postado 12 agosto 2010 - 00:27

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Capítulo 6 - O que resta da festa é você.


- Evan! Acorda! Esqueceu-se de mim? – diz uma voz feminina, atrás de Evan.
- Charlie... Desculpe, estava distraído pensando em algumas coisas da vida. – responde a Charlie.
- Venha para a festa, vamos! Depois você me explica o que meu tio queria com você. – diz Charlie enquanto puxa Evan pela mão esquerda.
- Charlie, eu... Trouxe um presente para você. Foi bom estarmos sozinhos para eu poder entregá-lo a você. – dizendo isso, Evan pega a sacola de papel, a entrega a Charlie e lhe da um longe, forte e caloroso abraço.
- Obrigado, Evan. Eu nem sei como agradecer. – diz Charlie, quase chorando. - Acho que nunca tive alguém que realmente se importasse comigo... Você sempre foi meu amigo, desde que me entendo por gente. - Charlie volta a abraçar Evan, enquanto diz isso.
- Sabe que também é minha grande amiga, a única também. E além do meu pai, só me importo com você na vida. – diz Evan, enquanto percorre os dedos pelos cabelos cacheados de Charlie.
Ela se solta de seu abraço. Olha para Evan com seus olhos castanhos, molhados com lágrimas e sorri.
- Eu tinha que lhe contar algo sobre mim... –
- Charlie! Evan! Venham! É hora de cortar o bolo! – grita a mãe de Charlie, a senhora Fergussen, de onde estava, na porta da varanda.

A família de Charlie se resumia a três pessoas: Charlie; Sophie Fergussen, sua mãe e seu pai, Thomaz Fergussen. Era uma família com status e respeito na cidade. O pai de Charlie era sócio de uma grande empresa de Londres, a mesma empresa que o tio de Charlie também era sócio.
Evan fica meio confuso com todas as informações que foram enfiadas na sua cabeça. Vai conversando coisas corriqueiras meio que sem perceber com Charlie até o grande salão, onde todos estavam. É um lugar enorme.
- Deve ser do tamanho da minha casa... E é só o salão de festas... - Pensa Evan.
Distraído com seus pensamentos, ele pousa os olhos em objetos inanimados, sem notar os olhares alheios ao seu redor.
Evan fica em um lugar nem distante, nem perto de onde estava a grande mesa do bolo.
Avista alguns colegas de turma da Charlie entre as várias pessoas ao redor da mesa. Ele fica mais tranquilo ao ver que não tinha só ele de diferente na festa. Quando nota, já havia começado a canção de parabéns. Ao término dela, Evan volta a ficar com coisas demoníacas em mente, lembra-se de como foi bom poder acabar com aqueles garotos...
- Pera ai... Eles vão levar isso até a polícia, vão me denunciar... Droga! Eu to ferrado agora... O q...-
- Evan! Evan! Em que planeta você está hoje? – Evan se dá conta que está diante de Charlie com um pedação de bolo nas mãos estendidas em sua direção. Todos na festa olham para ele, alguns cochicham, outros riem. Evan fica confuso e ri de maneira sem graça... Pega o bolo e agradece a Charlie.
- Obrigado Charlie, eu... Eu nem sei o que dizer... – diz Evan envergonhado.
Charlie dá um abraço nele e volta para trás da mesa. A atenção de todos retorna ao ponto inicial. Mas entre os rostos na multidão, ele percebe o de Larry o observando com um sorriso. Meio que dizendo.
- É isso ai garoto.
A festa vai passando e Charlie já não podia dar atenção a Evan. Muitas pessoas que ele nem imagina que existam a cercavam de uma maneira estranha, como se quisessem a proteger.
Evan decide ir embora. Já havia feito o que queria, que era entregar o presente.
Fica vagando pela casa, esperando uma oportunidade para poder se despedir de Charlie.
Quando a vê passando em um corredor, sozinha, ele não perde a oportunidade.
- Charlie! Charlie! – grita Evan – Preciso ir embora. Só estava esperando uma oportunidade para me despedir de você. – explica.
- Ah... Mas já? Não está gostando da festa? – indaga a aniversariante.
- Sinceramente, tem muita gente estranha aqui... Espero que entenda... E olha, já são quase 1h. Preciso chegar logo em casa! – diz Evan.
- Eu entendo... Realmente tem muita gente que nem eu mesma conheço. Meus pais que resolveram chamar esse bando de gente rica. Fico perdida no meio disso. – diz isso e dá uma risada, botando uma das mãos na boca.
Evan não havia reparado quando estavam na varanda. Mas agora conseguia ver como Charlie está linda em um vestido preto, cujo comprimento vai até os joelhos e este é aberto nas costas. Ela está usando luvas de veludo, finíssimas, o que a torna delicada e ao mesmo tempo tentadora.
- Você ficou linda neste vestido... Mas eu tenho que ir. – diz envergonhado.
- Obrigada Evan. Você ficou legal de terno. Deu um ar sério, sabe? – responde Charlie sorrindo.
- Bem, tchau então... E aproveite o resto da festa. – e se despede de Charlie dando um abraço e um beijo em seu rosto.
Ela sorri e acena para Evan.
Ele encaminha-se até a saída mais próxima, quando é abordado por Larry.
- Oras! Não está pensando em ir sozinho até em casa essas horas? – indaga o empresário.
- É o jeito né. Não moro longe daqui, até que é tranquila a caminhada. – responde Evan.
- De jeito nenhum! Vamos comigo, estou de saída mesmo. Dou-lhe uma carona até a sua casa. É só me dizer o caminho. – oferece Larry.
- Feito então! – Concorda Evan, preocupado com o caminho que realmente é perigo a essas horas.
Evan aguarda o empresário se despedir de alguns homens na festa e de Charlie.
Larry retorna trajando um sobretudo negro. Animado e com as chaves de seu carro em mãos, ele corre até o carro, desliga o alarme e abre a porta para Evan.
Ao entrarem, Larry liga o som. Coloca Oasis para tocar.
- I've tried praying - BUT I don't know what you're saying to me - Larry acompanha a música. - Nada melhor do que rock inglês. Estou cansado desses americanos no topo das paradas! – Larry diz relaxado.
- Achei que você ouvisse outro tipo de música... – retruca Evan.
- Achou que eu ouvisse algo “do capeta”? – o empresário responde e começa a rir da cara do garoto.
- Talvez... – Evan diz meio absorto.
No caminho para a casa, ambos conversam sobre alguns assuntos referentes à empresa que Larry trabalha. Assuntos corriqueiros e experiências do dia-a-dia.
Alguns minutos depois, já estavam em frente à casa de Evan.
Neva um pouco.
Evan desce do carro.
- Obrigado Larry, me quebrou um galho hoje. – agradece Evan.
- De nada garoto. Sempre que precisar de uma mão, sabe onde me encontrar. Boa noite. – se despede Larry e parte em direção a saída da cidade para Londres.
Evan corre até a porta de casa, tremendo de frio.
Entra e sobe o mais rápido para seu quarto, onde troca sua roupa e cai na cama, cansado.
Alguns momentos antes de cair no sono, vem à mente a imagem de Charlie.
Ele anda vendo demais essa mesma imagem ultimamente.


Quote

O trecho cantando por Larry pertence à música Slide Away, pertencente ao Álbum Definitely Maybe da banda britânica Oasis.

Critiquem e comentem a vontade.

Próximo capítulo, quinta após às 23h.



#8 Haber
Postado 13 agosto 2010 - 00:14

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Desculpe a todos que lêem (se existe alguém... rs) mas não estou em condições psicológicas para a revisão ortográfica e outros detalhes para a postagem do capítulo de hoje.

Aconteceram algumas coisas que ninguém espera que aconteçam com você e eu estou meio abalado...
Enfim, espero que entendam.
Amanhã, se eu estiver melhor, postarei dois capítulos.

Desde já, grato.



#9 Haber
Postado 14 agosto 2010 - 00:49

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Capítulo 7 - O pão que o Diabo amassa...


Sabe bem qual a punição para seus atos?
- Sei.
- Sabe bem que estava errado?
- Sei.
- Sabe que não terá retorno?
- Eu aceito essa punição.
- Assim seja.



Evan acorda no sábado quase meio-dia.
Toma um banho e desce para almoçar.
- Bom dia, meu filho, ou melhor, boa tarde! – diz seu pai, vindo com um prato de comida em mãos para frente da TV.
- Bom tarde, pai! O que tem de almoço hoje? – pergunta Evan.
- Dá uma olhada nas panelas. Resolvi fazer algo diferente hoje. – responde Philip.
Evan olha em cima da mesa e tinha lasanha. Não é normal um inglês comer lasanha, mas Evan adorava.
Ele serve-se e senta-se ao lado de seu pai no sofá.
- Como foi a festa ontem? – pergunta Philip.
- Foi legal, só tinha muitos desconhecidos. Uma gente estranha. Ficavam me olhando de maneira bizarra. Mas a Charlie estava linda! – responde Evan.
- Que bom que gostou. Mas eu fiquei preocupado. Olha, veja... Vai passar no noticiário novamente. – diz atônito o pai de Evan.

- Noite macabra em Porstmouth! Cinco adolescentes são brutalmente mutilados durante a madrugada. Sobreviventes dizem que não viram nada. Alegam que quando perceberam algo, estavam no hospital. Vamos falar com nossa repórter no hospital North Senvage.
- Boa tarde Porstmouth. Parece que os adolescentes deram sorte de serem socorridos rapidamente, todos não correm mais risco de vida, apesar da grande perda de sangue. Foram tratados rapidamente aqui no hospital, onde se recuperam.
Segundo o laudo médico, os ferimentos foram causados por algum tipo de espada oriental e golpeados com uma força sobre-humana. Não se sabe nada de concreto sobre o incidente, mas a polícia já está investigando o local em busca de suspeitos.


- Foi a poucas quadras daqui, Evan. No caminho que você usa para ir à casa de Charlie. – disse de forma séria ao seu filho.
Evan ainda paralisado olhando fixamente para o televisor mantem-se calado.
- Como ninguém viu? Mas que m**** é essa! Será que foi tão rápido assim. De qualquer forma, eles me viram antes de serem cortados. Eu sou a última pessoa que eles viram! Mais dias, menos dias, chegarão até mim.
- Evan! Fiquei preocupado com você! Está tudo bem? – insiste Philip.
- Está tudo bem, pai. Não aconteceu nada comigo... – responde Evan.

... – entre os adolescentes feridos estava Daniel filho do prefeito da cidade -...

- Acho bem feito para esse Daniel. Ele vive implicando com todo mundo na escola. Agora ele não vai continuar com aquela babaquice. – comenta Evan.
- Evan, por mais que a pessoa tenha nos feito mal, não podemos desejar coisas ruins a elas assim. Não é o que Deus ensina. – explica Philip.
Evan acena algo sem significado com a cabeça e enche a boca com um bom pedaço de lasanha.

O final de semana segue normalmente. Tirando o fato das várias notícias a respeito dos adolescentes feridos.

Domingo, 21h.
Evan e seu pai estavam assistindo ao noticiário, quando mais uma vez, novidades sobre o caso dos adolescentes,

- Ao vivo, direto do departamento local de polícia, o Major Wall.
- Após alguns exames feitos pelos médicos nos adolescente. Eles nos entregaram um laudo dizendo que foram encontrados vários tipos de toxinas nos adolescentes. Entre elas álcool e maconha. Investigaremos melhor se não foi um crime envolvendo drogas ou qualquer coisa relacionada a isso...


O pai de Evan desliga o televisor.
- Isso vai feder. Escreve o que eu estou lhe falando. Estão mexendo com o filho do prefeito, vai dar a maior m****. E além do mais, estou cansado dessas notícias já, se fossem cinco mendigos decepados não estariam fazendo todo esse estardalhaço. – comenta Philip.
- Concordo. Bem, que os responsáveis sejam pegos. – Evan diz isso completamente aliviado pela polícia ter mudado o rumo das investigações.
Fica ainda assustado, pensando se polícia poderia chegar até ele.
- Se eles me achassem! – Evan pensa alto.
Ao dizer isso, Evan ouve um barulho na janela de seu quarto. Assustado, levanta-se da cama e vai até o local. Ao abrir a cortina, ele se depara com uma situação inusitada.
Na neve que cobria o jardim de sua casa, estava escrito com letras garrafais:
Eles nunca chegarão a você.
- Só pode ser coisa do capeta... – comenta consigo mesmo e de forma irônica.

Volta para a cama, de certa forma mais aliviado, por perceber que estaria a salvo.
Mas ainda sim, era incômodo. Ser acobertado pelo próprio Diabo.
- Literalmente, estou comendo do pão que o diabo amassou. – pensa.
Após ficar perdido em seus pensamentos e planos, ele adormece.


Comentem e critiquem a vontade.
Se tiver algum erro de colocação das frases e afins, não tive muito tempo para um revisão aprofundada e detalhada. Me perdoem.

Próximo Capítulo, indetermidado.

Editado por lucashaber, 23 agosto 2010 - 02:47 .


#10 Jr_fknb
Postado 07 outubro 2010 - 20:01

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gostei mt, parabens

melhor fanfic q eu achei aqui no forum , estou muito impressionado , aguardo o proximo com muita ansiedade
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#11 Haber
Postado 08 outubro 2010 - 02:19

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Capítulo 8 - Where are you?


Segunda-feira, 22 de fevereiro.
Evan acorda bem disposto. Nunca estivera tão animado para ir à escola na vida.
Finalmente estava livre daqueles idiotas que tanto o perturbaram.
Levanta-se da cama, toma seu banho, veste-se e desce para tomar o café, como de costume. Troca algumas palavras com seu pai e segue para escola.
No caminho, não encontra Charlie, como de costume. Acha estranho, mas não se preocupa.
Segue seu caminho até a Academia normalmente.
Logo na entrada, percebe que policiais estavam montando guarda em frente ao colégio.
Obviamente por causa do incidente ocorrido no final de semana.
As aulas seguem normalmente, tirando o fato de que não se tem mais os palhaços do fundo da sala. Alguns sentem falta da algazarra, outros se sentem aliviados, entre eles Evan.

Os dias seguem normais e sem nenhum agravante. A polícia não chega a resultado algum em suas investigações e tudo segue um mistério.Tirando a ausência de Charlie, o mundo estava perfeito para Evan. Podia andar livre pela Academia, sem ser abordado por ninguém para ser humilhado.

Uma semana se passa.
Duas semanas se passam.

Segunda-feira, 8 de março.
Evan caminha calmamente para a Academia, como de rotina,quando ouve uma voz familiar, que havia tempos que não escutava.
- Evan! Evan! Espere por mim – Grita a garota de cabelos dourados que refletem a luz solar de final do inverno.
- Charlie! Que saudade enorme de você! Onde você se meteu? – responde Evan, virando em direção a ela e abrindo um abraço caloroso e amigável.
- Senti sua falta também, garoto. Estava em Londres com meu tio. Ele precisava de uma secretária temporária... Então eu me ofereci. Deu para ganhar uma boa grana. – explica, sorridente.
- Eu achei que você tivesse morrido! – diz enquanto solta-se do abraço de Charlie.
- Como estão as coisas por aqui? – a garota pergunta, começando a caminhada em direção à Academia.
- Está tudo ótimo! Depois que o Daniel e sua galera foram quase mortos, o colégio está uma maravilha! – responde Evan.
- Fiquei sabendo a respeito dos garotos. Bem... Se está tudo bem... Que ótimo, não é? – diz a garota de maneira absorta.
Ambos ficam em silêncio durante alguns momentos. Evan observa ao longe um casal de namorados caminhando de mãos dadas. Ele sente algo em seu peito, um misto de inveja e vontade de quem não sabia como lidar com aquilo.
- Evan, eu... Eu li o seu cartão... – diz Charlie depois de um tempo.
- Sério? O que achou dele? – pergunta envergonhado.
- Eu... Eu não sei bem o que dizer. Somos amigos há tanto tempo... Sabe, eu gosto muito de você. Muito mesmo... – responde de maneira confusa e pausando a cada vez que as palavras lhe fugiam.
- Eu acho que o que sinto está acima de gostar. – diz apontando para o casal de namorados – Não é legal? – com um sorriso sem graça no rosto.
- É claro que é... – e ri de maneira meiga e envergonhada. – Mas eu não sei, Evan. Deixe-me pensar melhor... Ando meio com a cabeça nas nuvens com várias coisas. Compreende? – explica de maneira séria, olhando dentro dos olhos claros de Evan.
- Compreendo. – responde.
Caminham o resto do percurso até a Academia em silêncio.


- É chefia, acho que ele se sentiu acomodado com essa situação de agora. – diz um homem alto, loiro, trajando um terno negro.
- Vamos mudar isso. Ele precisa de mim. Vamos ver até quando ele resistirá sem me procurar novamente. – responde outro homem de cabelos grisalhos, fumando um cigarro que fede a enxofre.


Quote

Bem, voltei à ativa após quase 2 meses. Na verdade tenho mais 5 capítulos prontos. Mas estava com problemas e uma séria preguiça de continuar escrevendo. Apesar de toda a história estar na minha mente.
Graças aos meus amigos, estou superando pouco a pouco o que aconteceu e eles me ajudaram a criar ânimo para voltar a escrever a fic. Bem, voltarei a compartilhar com vocês a história do garoto Evan.

Quote

Agradeço o elogio a respeito da Fic, sabia que também me animou a voltar a postar. Por hora, um capítulo curto e sem muitas coisas, mas quando eu voltar da minha viagem à Rio Novo - MG, voltarei com ares melhores e mais criatividade para os detalhes da trama. Desde, já grato.


#12 .Morpheus
Postado 08 outubro 2010 - 12:57

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Visualizar PostLucas Haber, em 13 agosto 2010 - 00:14 , disse:

Desculpe a todos que lêem (se existe alguém... rs) mas não estou em condições psicológicas para a revisão ortográfica e outros detalhes para a postagem do capítulo de hoje.

Aconteceram algumas coisas que ninguém espera que aconteçam com você e eu estou meio abalado...
Enfim, espero que entendam.
Amanhã, se eu estiver melhor, postarei dois capítulos.

Desde já, grato.



:dahn: se existe alguem? cara to virando seu fã :ownn: melhor fic que li :uaaa: :uaaa: parei pra le por que nao tinha nada pra faze e amei essa trama do Evan e seu desejo por poder.

posta mais :uaaa: :uaaa: :uaaa: :uaaa: :uaaa: :uaaa: :uaaa: :uaaa:
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Matar é o melhor remédio

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#13 Jr_fknb
Postado 08 outubro 2010 - 20:33

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como ja dic anteriormente , melhor fic e cada vez fico mais ansioso pelo proximo capitulo ^^
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#14 Haber
Postado 08 outubro 2010 - 23:20

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Capítulo 9 - Vingança sem saber pelo que.

Ele acordou!



Evan chega a sua sala na terça-feira e se depara com uma imagem irritante. Daniel e mais quatro de seus cinco capachos já estavam recuperados.

- Como isso? Alguém que tem o braço decepado não se recupera tão rapidamente! É impossível isso.– pensa Evan, irritado.

Daniel agora era obrigado a escrever, o pouco que escrevia, com o braço esquerdo. O único que não estava na sala era Harold, cujos pés foram cortados. Os demais pareciam gozar de ótima saúde, tirando algumas cicatrizes e membros amputados.

Evan senta-se e a primeira coisa que ouve, como um sussurro ao pé do ouvido.
- Pigface. – e ria para seus colegas.
Como se ter perdido o braço não bastasse, Daniel continua irritante e barulhento como o normal. Ou até pior.
Eles não param de falar nenhum segundo da aula. E toda hora não perdem a oportunidade de falarem algo relacionado a porco.
- Parece que eles não se lembram de que fui eu. Isso é ao mesmo tempo bom e péssimo. – pensa de maneira calculista.
O resto das aulas, Evan não consegue mais se concentrar, graças à interferência dos idiotas do fundo da sala.

As aulas acabam.
Evan pega seu material e se dirige a saída da sala, quando é cercado pelo grupo de Daniel.
- Onde a porquinha pensa que vai? Sentimos sua falta no hospital. Não tínhamos ninguém para bater. – e ri entre os colegas de sua piada de mau gosto.
- Para casa. – responde ríspido.
- Não, não e não. Vamos nos divertir juntos! Estamos com saudades de nossas brincadeiras. E vamos fazer agora o que não fizemos durante quase três semanas. – grita, colocando sua mão esquerda no peito de Evan, para segurá-lo.
- Vamos rapazes! É a hora da brincadeira começar. – Daniel grita para seus colegas.
- Eles podem estar em vantagem numerosa, mas não deixam de estar em desvantagem no que se diz a respeito de membros... Posso tentar reagir. – pensa Evan.

O primeiro que vem empurrá-lo, recebe um soco no nariz. Tão forte e eficaz que chega a reproduzir o som de algo se quebrando. Começa a escorrer sangue no mesmo momento que o som é ouvido pelos colegas da vítima.
- Você tá maluco?! Quebrou meu nariz! Maldito! Desgraçado! Vai apanhar feito bandido agora! - grita desesperado, Christopher, segurando o sangue que escorria de suas narinas.
- Segurem-no! – grita Daniel.
Evan já estava preparado para o próximo. Quando recebe uma pancada inesperada na nuca.
Fica zonzo e com um gosto de sangue na boca. Quando tenta recuperar o equilíbrio, é derrubado por Daniel com um chute na barriga. Sente todo o conteúdo do café da manhã revirar em seu estômago.
Cai sentado e, ainda zonzo, consegue sentir um novo chute em suas costas. Não resiste e cai deitado no chão, de bruços. Não contentes com isso, começam a chutar a lateral de seu corpo. Evan sente cada chute como se fosse um elefante pisando em suas costelas. Sente o gosto de sangue vindo à boca... O mundo girava com tanta dor que sentia. Após uma eternidade para Evan e um minuto de chutes para os demais, algum faxineiro da Academia aparece e o grupo de Daniel sai correndodo local.
- Garoto! Está tudo bem com você? Eu vou chamar o médico da Academia. – diz o faxineiro, enquanto desvirava o corpo mole do garoto.
- Me aju... de... – Evan balbucia algo e desmaia de tanta dor.


- As coisas não serão fáceis. Você pensou mesmo que seriam? Que tudo se resolveria simplesmente com aquilo?
- Eu achei! Eles estavam quase mortos! Como eles ainda conseguem ter tanta força?
- Oras, preste atenção. Nenhuma amostra grátis será capaz de pará-los. Firme um contrato sério e terá algum resultado concreto.
- Não! Eu não preciso disso.
- Será?
Evan abre seus olhos e percebe que estava em um ambiente todo branco e calmo. Sentia fortes pontadas nas laterais de seu corpo. Não resiste muito e desmaia novamente.

- Vamos garoto, seja razoável. Lhe ajudo a sair desta.
- Sem essa. Posso me virar sozinho.
- Tem certeza disso?
- Tenho.
- Essa não será sua última chance, sou alguém muito insistente. Boa sorte ai no hospital.

- Aaaaaah! – Grita Evan acordando novamente.
No mesmo momento, sente um gosto de sangue subindo em sua boca e um líquido quente e grosso junto. A enfermeira entra em seu quarto e lhe aplica alguma coisa que lhe deixa sonolento. Após alguns segundos, ele adormece.
- Evan teve sorte de ser socorrido rapidamente. Duas costelas foram fraturadas e uma perfurou seu pulmão. Ele poderia ter morrido por hemorragia interna. – diz um homem de jaleco, óculos redondos, pequenos bem próximos ao rosto. Era o doutor Ruy. Um espanhol com renome na cidade.
- E como anda a recuperação dele, meu caro? – indaga Philip preocupado com o estado de seu filho.
- A recuperação dele está ocorrendo com rapidez. Ele está reagindo bem aos medicamentos e logo ele estará novinho em folha e pronto para retornar para casa. – responde, rabiscando algumas coisas em sua planilha.
- Que bom doutor! Eu realmente fiquei muito preocupado quando vi o estado no qual Evan chegou aqui. Ainda não tive tempo de agradecer ao faxineiro que salvou Evan. O doutor sabe o nome dele? – diz rapidamente.
- Ezequiel. Você deve agradecê-lo mesmo... – responde o médico se retirando do quarto.
Philip estremece ao ouvir esse nome. Arregala seus olhos e senta-se pasmo em uma cadeira ao lado da maca de seu filho.
Não há ninguém com um nome tão estranho assim na Inglaterra. Só pode ser ‘ele’.
Philip fica perdido em seus pensamentos por quase uma hora quando é interrompido por uma voz fraca e estremecida.
- Pai? – diz Evan, tentando virar-se na maca e ver melhor o rosto de seu pai.


Ele acordou!


Quote

Obrigado pelos elogios. Isso me anima a voltar a postar com maior frequencia. Espero que gostem do capítulo. Critiquem a vontade.

Editado por Lucas Haber, 17 novembro 2010 - 03:06 .


#15 Jr_fknb
Postado 09 outubro 2010 - 08:23

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parabens , mais um capitulo genial , gostei dec suspense com o "só pode ser ele"

ansioso pelo proximo
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#16 .Morpheus
Postado 09 outubro 2010 - 14:23

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"Ezequiel" so pode ser ele mesmo.Muito bom,to ancioso pelo proximo :violaowned:
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Matar é o melhor remédio

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#17 Sant Lucas
Postado 09 outubro 2010 - 20:56

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Cara sério, é muito f*** sua fic, gostei muito ta de parabens, sem erros e tudo certinho, só faltava detalhar melhor alguns personagens e melhorar a sequencia de narração, mas ta muito boa, melhore e continue postando !

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#18 .Morpheus
Postado 09 outubro 2010 - 21:05

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Visualizar PostSคɳт Lucคร, em 09 outubro 2010 - 20:56 , disse:

Cara sério, é muito f*** sua fic, gostei muito ta de parabens, sem erros e tudo certinho, só faltava detalhar melhor alguns personagens e melhorar a sequencia de narração, mas ta muito boa, melhore e continue postando !

concordo seria melhor detalhar o visual dos personagens...+++ ta otimo,o proximo capitulo suponho que tera revelaçoes :hmm:...
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Matar é o melhor remédio

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#19 Haber
Postado 13 outubro 2010 - 02:00

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Agradeço pelas criticas.

@sugestões
Sobre a descrição dos personagens.
Eu sei que é estranho meu jeito, mas eu gosto de ir dando características por vez a respeito de cada personagem.
Podem ficar tranquilos, que ao longo da história, irei acrescentar detalhes sobre cada personagem.

Quanto a descrição das cenas. Isso é algo falho meu. As vezes eu fico com pressa na minha cabeça, pois estou pensando na cena seguinte. KKKK
Ai eu falho nisso, por isso faço milhares de revisões. Mas ainda fica meio falho. Obrigado por notarem isso. Prometo melhorar.
Assim como descrição de cenários (não me prendo muito a cenários desde que uma professora de redação falou que eu descrevia coisas inúteis. rs)


@leitores
Voltei da viagem do feriado. Estou com a cabeça boa e com ideias interessantes. Quarta a noite, estarei postando mais um capítulo.
Aguardem por revelações. Apesar de eu estar com o esqueleto da trama, até o fim, pronto em minha cabeça, estará sujeito a mudanças, críticas e afins.

Agradeço a todos por lerem, sinto me feliz em saber que tem pessoas que gostam do jeito estranho que eu escrevo.

Abraços. X)


#20 Haber
Postado 14 outubro 2010 - 01:42

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Capítulo 10 - Cada anjo, cada demônio. Uma história.


Antes que pudesse responder algo, Charlie entra pelo quarto, desesperada ao ver Evan naquele estado.

- Evan! Evan! Como você está? Como foi acontecer isso com você? – grita a garota enquanto olha Evan tentando se virar para observá-la. Nesse instante, Philip levanta-se, dá um abraço em Evan e um beijo em sua testa.

- Tome cuidado meu filho. Preocupo-me muito com você. Eu tenho que sair agora, para resolver um problema. Fico aliviado por ter acordado. – sussurra ao pé do ouvido esquerdo de Evan.

- Tudo... Bem, pai. – responde Evan, com sérias dificuldades ao falar.

Dito isso, Philip cumprimenta Charlie com um aceno de cabeça. Afasta-se de Evan e sai do quarto, com passos rápidos e largos. Ele segue em direção à Academia.


Philip chega à Academia.

Vai até a sala do tutor a procura do tal de Ezequiel.

- Não há nenhum Ezequiel que trabalhe aqui! O senhor deve estar enganado... – responde Climford, tutor da Academia.

- Então quem foi que socorreu meu filho? Quando ele foi espancado aqui na Academia de SUA responsabilidade?! – vocifera.

- Calma, meu caro Philip. Vamos por partes... O senhor quer mover algum tipo de processo contra nossa Academia por causa de seu filho? Fique a vontade. Mas não existe nenhum Ezequiel que trabalhe aqui. Não nos últimos 20 anos. – responde calmamente.

- Não, não desejo mover processo algum. Apenas desejo que os alunos responsáveis fossem devidamente punidos. E a respeito do Ezequiel...– Philip é interrompido pelo tutor.

- Não existe Ezequiel... E fique tranqüilo quanto às punições. Serão aplicadas severamente a cada um dos participantes do ato de covardia. – diz o tutor.

- Assim espero. Obrigado pela atenção. Voltarei ao hospital, onde meu filho se recupera. – dito isso, encaminha-se para a porta,quando é interrompido por Climford.

- Saiba que as despesas médicas de seu filho serão pagas pela Academia. Fique tranqüilo quanto a isso. E uma boa tarde. – informa e se despede.

- Fico grato quanto a isso. Uma boa tarde. – responde Philip.



Ao sair da sala, Philip se depara com um rapaz alto, de cabelos ruivos como o fogo e olhos azulados. Aparentava ter apenas 20 anos e trajava um uniforme de faxineiro.

- Filiel. – diz entre os dentes o rapaz..

- Ezequiel. – responde Philip, olhando fixamente para o cordão de um centauro dourado, em posição normal.



- Evan! Seu retardado! Como você me deixou preocupada! – diz histérica, Charlie.

- Eu... Eu... Me ferrei. Eles me pegaram de jeito. – diz baixinho e com dificuldades.

- Tudo bem, não fale nada. Só gostaria de ver esse sorriso seu. E saber que você sairá dessa inteiro. – diz e o fita com um olhar meigo.

- Obrigado, Charlie. Inteiro eu acho que não saio. Mas tentarei... – e esboça um sorriso.

Charlie aproxima-se dele, pega em sua mão. Aperta como se sua vida dependesse daquilo.

- Eu senti... Uma coisa no meu peito quando soube que você estava aqui. – disse ela sem graça.

- Charlie... – Evan dá uma longa pausa, pensa em como seria tudo melhor se ambos estivessem juntos. Ele teria mais força para continuar enfrentando tudo isso. – Eu... – Mas desiste, ao lembrar que poderia estar pressionando sua amiga.

- Diz Evan... – aguarda ansiosa.

- Quando eu melhorar. Eu digo... – Completa Evan, com um sorriso.

- Seu bobo! Não fique me deixando ansiosa e curiosa. – ao dizer isso, ela senta-se na maca e coloca sua cabeça com cuidado próxima ao rosto de Evan e fica o observando respirar.



- Mestre Lúcifer, ainda demorará muito para que nosso último membro aceite a oferta? – indaga um ser de média estatura. Metade de seus cabelos é loira, outra metade é negra. Seu olho esquerdo é verde e seu direito é amarelo. Aparenta ter no máximo 18 anos. Não possui barba alguma, apesar disso. Traja uma camiseta marrom escura e uma bermuda jeans.

- Acalme-se, Incubus. Logo ele virá de boa vontade. Aliás, ele correrá até nós. – responde calmamente, dando uma tragada em seu cigarro de enxofre e expirando a fumaça na cara do rapaz.

- Fica calmo, seu trouxa apressado! Ele virá correndo feito uma gazela saltitante. – dito isso, Larry começa um surto de riso, onde não é acompanhado e logo cala-se e olha para Lúcifer.

- Sim, Larry, ele virá feito uma gazela. – dessa vez todos riem, de maneira literalmente diabólica.

- Rapazes, não façam esse escândalo por aqui! – diz uma silhueta feminina, por trás de uma cortina.

- Oras se não é a garota de ouro. – Grita, como um bêbado, Larry.

- Cala a boca, seu caranguejo retardado! Fica gritando e dançando por ai, faz jus ao posto que foi escolhido para ocupar. – diz de maneira ríspida a Larry, que tira o largo sorriso de sua boca. – Lúcifer, o jovem futuro recruta parece ter se recuperado, qual será o próximo passo? – indaga.

- Você sabe o que tem que ser feito. É a grande chance, o traremos para ocupar o último posto de nossa tropa. – responde calmamente, rodando um colar com a figura de dois rostos, um virado para o outro, só que de cabeça para baixo.

Incubus olha com um sorriso de canto.

Larry deixa a mostra todos os seus dentes.

E um belo sorriso é percebido por parte da silhueta.


Quote

Peço aos moderadores para verificarem a formatação de textos na hora de postar. Tá tenso colar as coisas do word aqui. Fica tudo uma bagunça e não pega nada direito.

Fiquei horas tentando dar um pulo de linha KKK.

Desde já, obrigado.





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