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Título: Between
Classificação: R (M)
Gênero: Ação, Aventura, Religioso e Violência
Tipo: Multi-Chapter
Between
Capítulo introdutório
Em algum lugar sombrio e ao mesmo tempo iluminado - como se tivesse sido minuciosamente divido ao meio - duas vozes estrondosas trocavam palavras enquanto 21 vultos, sendo 11 do lado sombrio e 10 do lado iluminado, trocavam olhares soberbos e furiosos.
Uma voz impetuosa dizia:
- Há de chegar o tempo que arrependerás de teres levantado contra mim e meu exército!
Em resposta, uma voz calma e marota revidava:
- Tenho certeza de meu destino, apenas quero mais e mais seguidores até onde estou...
- Não sejas tolo, sabes bem o que posso fazer-te, queres mesmo continuar com isso?
- Isso já não é mais pessoal, meu caro Deus.
- E desde quando foi, Lúcifer?
Between
Capítulo 1 - Receita de como se odiar alguém
Porstmouth, Inglaterra, 18 de fevereiro de 1998...
O sinal de término do intervalo das aulas soa na Academia Municipal de Ensino, Evan levanta-se do banco onde estava lendo tranquilamente e dirige-se para sala. Antes que chegue ao seu objetivo, é cercado por um grupo de 4 brutamontes, liderado por Daniel.
- Onde a porquinha vai? - Vocifera Daniel, com tom de deboche nas palavras e um riso esculhambado no rosto.
- Para onde sempre vou. - responde cabisbaixo.
- Hahaha, ele não vai sem a surpresinha de hoje! - Enquanto diz isso, Daniel gesticula algumas coisas entre os seus capachos que são incompreesíveis para Evan.
E começa a humilhação, roubam o livro de Evan e o rasgam em vários pedaços, o empurram na parede, dão tapas em sua cabeça e o tempo todo gritam:
- PIGFACE! PIGFACE! - apelido dado a Evan ainda quando tinha 6 anos e que perdura até hoje, com seus 17 anos.
Evan já não se incomoda, estava acostumado a tudo isso, apesar de toda raiva e ódio que sentia. Ele se recompõe, após a diversão do seus "colegas" de classe, entra na sala e continua seu dia, como se nada tivesse acontecido.
São 17h, horário de saída da Academia, Evan pega suas coisas, cabisbaixo como de rotina e segue em direção a sua casa, ao sair do pelo portão, depara-se com Charlie, sua amiga de infância:
- Tudo bem, Evan?
- O de sempre... - e levanta a cabeça, ajeitando os óculos.
- Não tem como fazê-los parar?
- Como? Já fiz de tudo, mas são as pessoas que têm dinheiro e poder, são filhos de ricos ou políticos... Tem todo o poder dentro desta escola! E eu? Sou o que? - desabafa Evan, gesticulando de forma firme e agressiva.
- Entendo como é difícil, realmente não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas. Eu tinha algo para falar a você... - Antes que pudesse explica algo, Daniel e mais 5 garotos entram no caminho do casal de amigos.
- É melhor você sair de perto, Charlie, não queremos envolver uma ninfetinha em nossas brincadeiras com a porquinha ai - grita Daniel, logo após avistar os dois.
- Evan, corre daqui. - sussurra Charlie.
- Correr pra quê? Amanhã eles fazem o que não fizeram hoje. É inevitável. - responde Evan, como se a vida dele se resumisse a isso.
Mais uma vez, Evan é humilhado em público, enquanto Charlie gritava para que os garotos parassem com aquela covardia. De nada adiantava e cada vez eles exageravam mais, dessa vez conseguiram deixar os óculos de Evan quebrados e um corte em seu rosto que escorria sangue.
- Eu faria qualquer coisa para ter como revidar isso, para matar um por um, da pior maneira possível! Eu faria um pacto com o próprio diabo para conseguir isso! - gritava socando a parede, agachado e quase chorando de raiva e ódio.
- Não fale essas coisas, um dia eles terão o que merecem. - o abraça Charlie, tentando acalmá-lo.
Em algum lugar distante dali, um homem de meia idade - trajando um terno preto e uma gravata vermelha, com um broche de carneiro dourado nela - ouve essas palavras de Evan e sorri. Sorri de uma maneira assustadora e silenciosa, como se deliciasse uma vitória gloriosa.
Próximo capítulo, dia 6 às 0h.
Comentem e critiquem a vontade.






















